No Coração de Jesus misericordioso desde 2011
Catecismo da Igreja Católica
ÍNDICE ANALÍTICO
C.12 CARISMA conforme Espírito Santo
C.12.1 Carisma da
infabilidade
§890 A missão do Magistério está ligada ao caráter
definitivo da Aliança instaurada por Deus em Cristo com seu Povo; deve
protegê-lo dos desvios e dos afrouxamentos e garantir-lhe a possibilidade
objetiva de professar sem erro a fé autêntica. O ofício pastoral do Magistério
está, assim, ordenado ao cuidado para que o Povo de Deus permaneça na verdade
que liberta. Para executar este serviço, Cristo dotou os pastores do carisma de
infalibilidade em matéria de fé e de costumes. O exercício deste carisma pode
assumir várias modalidades.
§2035 O grau supremo da participação na autoridade de Cristo
é assegurado pelo carisma da infalibilidade. Esta tem a mesma extensão que o
depósito da revelação divina; estende-se ainda a todos os elementos de
doutrina, incluindo a moral, sem os quais as verdades salutares da fé não podem
ser preservadas, expostas ou observadas.
C.12.2 Carisma da
verdade e amadurecimento na fé
§94 Graças à assistência do Espírito Santo, a compreensão
tanto das realidades como das palavras do depósito da fé pode crescer na vida
da Igreja:
"Pela contemplação e estudo dos que crêem, os quais as
meditam em seu coração", é em especial "a pesquisa teológica que
aprofunda o conhecimento da verdade revelada".
"Pela íntima compreensão que os fiéis desfrutam das
coisas espirituais"; "Divina eloquia cum legente crescunt - as
palavras divinas crescem com o leitor".
"Pela pregação daqueles que, com a sucessão episcopal,
receberam o carisma seguro da verdade."
C.12.3 Carisma dos
consagrados
§924 "Acrescentada às outras formas de vida
consagrada", a ordem das virgens constitui a mulher que vive no mundo (ou
a monja) na oração, na penitência, no serviço a seus irmãos e no trabalho
apostólico, conforme o estado e os carismas respectivos oferecidos a cada uma.
As virgens consagradas podem associar-se para guardar mais fielmente seus
propósitos
§1175 A Liturgia das Horas é destinada a tornar-se a oração
de todo o povo de Deus. Nela, o próprio Cristo "continua a exercer sua
função sacerdotal por meio de sua Igreja "; cada um participa dela segundo
seu lugar próprio na Igreja e segundo as circunstâncias de sua vida: os
presbíteros, enquanto dedicados ao ministério da palavra ; os religiosos e as
religiosas, pelo carisma de sua vida consagrada ; todos os fiéis, segundo suas
possibilidades: "Os pastores de almas cuidarão que as horas principais,
especialmente as vésperas, nos domingos e dias festivos mais solenes, sejam
celebradas comunitariamente na Igreja. Recomenda-se que os próprios leigos
recitem o Ofício divino, ou juntamente com os presbíteros, ou reunidos entre
si, e até cada um individualmente ".
C.12.4 Carisma dos
leigos
§910 Os leigos podem também sentir-se chamados ou vir a ser
chamados para colaborar com os próprios pastores no serviço da comunidade
eclesial, para o crescimento e a vida da mesma, exercendo ministérios bem
diversificados, segundo a graça e os carismas que o Senhor quiser depositar
neles."
C.12.5 Comunhão de
carismas
§951 A comunhão dos carismas. Na comunhão da Igreja, o
Espirito Santo" distribui também entre os fiéis de todas as ordens as
graças especiais" para a edificação da Igreja. Ora, "cada um recebe o
dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos" (1Cor 12,7).
C.12.6 Discernimento
dos carismas
§801 É neste sentido que se faz sempre necessário o
discernimento dos carismas. Nenhum carisma dispensa da reverência e da
submissão aos Pastores da Igreja. "A eles em especial cabe não extinguir o
Espírito, mas provar as coisas e ficar com o que é bom", a fim de que
todos os carismas cooperem, em sua diversidade e complementaridade, para o
"bem comum" (1Cor 12,7). §688 A Igreja, comunhão viva na fé dos
apóstolos, que ela transmite, é o lugar de nosso conhecimento do Espírito
Santo: nas Escrituras que ele inspirou; na Tradição, da qual os Padres da
Igreja são as testemunhas sempre atuais; no Magistério da Igreja, ao qual ele
assiste; na Liturgia sacramental, por meio de suas palavras e de seus símbolos,
na qual o Espírito Santo nos coloca em Comunhão com Cristo; na oração, na qual Ele intercede por
nós; nos carismas e nos ministérios,
pelos quais a Igreja é edificada; nos
sinais de vida apostólica e missionária; no testemunho dos santos, no qual ele
manifesta sua santidade e continua a obra da salvação.
§798 O Espírito Santo é "o Princípio de toda ação vital
e verdadeiramente salutar em cada uma das diversas partes do Corpo". Ele
opera de múltiplas maneiras a edificação do Corpo inteiro na caridade: pela
Palavra de Deus, "que tem o poder de edificar" (At 20,32); pelo
Batismo, por meio do qual forma o Corpo de Cristo; pelos sacramentos, que
proporcionam crescimento e cura aos membros de Cristo; pela "graça concedida
aos apóstolos, que ocupa o primeiro lugar entre seus dons"; pelas
virtudes, que fazem agir segundo o bem; e, enfim, pelas múltiplas graças
especiais (chamadas de "carismas"), por meio das quais "torna os
fiéis aptos e prontos a tomarem sobre si os vários trabalhos e ofícios que
contribuem para a renovação e maior incremento da Igreja".
§800 Os carismas devem ser acolhidos com reconhecimento por
aquele que os recebe, mas também por todos os membros da Igreja, pois são uma
maravilhosa riqueza de graça para a vitalidade apostólica e para a santidade de
todo o Corpo de Cristo, contanto que se trate de dons que provenham
verdadeiramente do Espírito Santo e que sejam exercidos de maneira plenamente
conforme aos impulsos autênticos deste mesmo Espírito, isto é, segundo a caridade,
verdadeira medida dos carismas.
§809 A Igreja é o Templo do Espírito Santo O Espírito é como
a alma do Corpo Místico, princípio de sua vida, da unidade na diversidade e da
riqueza de seus dons e carismas.
§1508 O Espírito Santo dá a algumas pessoas um carisma
especial de cura para manifestar a força da graça do ressuscitado. Todavia,
mesmo as orações mais intensas não conseguem obter a cura de todas as doenças.
Por isso, São Paulo deve aprender do Senhor que "basta-te a minha graça,
pois é na fraqueza que minha força manifesta todo o seu poder" (2Cor
12,9), e que os sofrimentos que temos de suportar podem ter como sentido
"completar na minha carne o que falta às tribulações de Cristo por seu
corpo, que é a Igreja" (Cl 1,24).
§2003 A graça é antes de tudo e principalmente o dom do
Espírito que nos justifica e nos santifica. Mas a graça compreende igualmente
os dons que o Espírito nos concede, para nos a associar à sua obra, para nos
tornar capazes de colaborar com a salvação dos outros e com o crescimento do
corpo de Cristo, a Igreja. São as graças sacramentais dons próprios dos
diferentes sacramentos. São, além disso, as graças especiais, chamadas também
"carismas", segundo a palavra grega empregada por S. Paulo e que
significa favor, dom gratuito, benefício. Seja qual for seu caráter, às vezes
extraordinário, como o dom dos milagres ou das línguas, os carismas se ordenam
à graça santificante e têm como meta o bem comum da Igreja. Acham-se a serviço
da caridade, que edifica a Igreja.
§2024 A graça santificante nos faz "agradáveis a
Deus". Os carismas, graças especiais do Espírito Santo, são ordenados à
graça santificante e têm como alvo o bem comum da Igreja. Deus opera também por
graças atuais múltiplas, que se distinguem da graça habitual, permanente em nós.
§2684 Na comunhão dos santos, desenvolveram-se, ao longo da
história das Igrejas, diversas espiritualidades. O carisma pessoal de uma
testemunha do Amor de Deus aos homens pôde ser transmitido, como "o
espírito" de Elias a Eliseu" e a João Batista, para que alguns
discípulos tenham parte nesse espirito. Há uma espiritualidade igualmente na
confluência de outras correntes, litúrgicas e teológicas, atestando a
inculturação da fé num meio humano e em sua história. As espiritualidades
cristãs participam da tradição viva da oração e são guias indispensáveis para
os fiéis, refletindo, em sua rica diversidade, a pura e única Luz do Espírito
Santo.
O Espírito é de fato o lugar dos santos, e o santo é para o
Espírito um lugar próprio, pois se oferece para habitar com Deus e é chamado
seu templo.
C.12.8 Significação e
fim do carisma
§799 Quer extraordinários quer simples e humildes, os
carismas são graças do Espírito Santo que, direta ou indiretamente, têm urna
utilidade eclesial, pois são ordenados à edificação da Igreja, ao bem dos
homens e às necessidades do mundo.
§800 Os carismas devem ser acolhidos com reconhecimento por
aquele que os recebe, mas também por todos os membros da Igreja, pois são uma
maravilhosa riqueza de graça para a vitalidade apostólica e para a santidade de
todo o Corpo de Cristo, contanto que se trate de dons que provenham
verdadeiramente do Espírito Santo e que sejam exercidos de maneira plenamente
conforme aos impulsos autênticos deste mesmo Espírito, isto é, segundo a
caridade, verdadeira medida dos carismas.
§2003 A graça é antes de tudo e principalmente o dom do
Espírito que nos justifica e nos santifica. Mas a graça compreende igualmente
os dons que o Espírito nos concede, para nos a associar à sua obra, para nos
tornar capazes de colaborar com a salvação dos outros e com o crescimento do
corpo de Cristo, a Igreja. São as graças sacramentais dons próprios dos
diferentes sacramentos. São, além disso, as graças especiais, chamadas também
"carismas", segundo a palavra grega empregada por S. Paulo e que
significa favor, dom gratuito, benefício. Seja qual for seu caráter, às vezes
extraordinário, como o dom dos milagres ou das línguas, os carismas se ordenam
à graça santificante e têm como meta o bem comum da Igreja. Acham-se a serviço
da caridade, que edifica a Igreja.
Mãe e Virgem de Guadalupe interceda por nós, vigie-nos com
os seus olhos maternos